Aconteceu nesta semana um dos eventos mais aguardados, comentados e exclusivos. Promovido pela Amazon Prime Video, a ocasião recebeu Eric Kripke, criador da série “The Boys”, Jensen Ackles (Soldier Boy), Antony Starr (Capitão Pátria), Karl Urban (Billy Butcher), Jack Quaid (Hughie), Karen Fukuhara (Kimiko), Nathan Mitchell (Noir) e Claudia Doumit (Victoria Neuman) em São Paulo para promover a reta final da terceira temporada, e claro que o LB não poderia ficar de fora!

A entrevista já começou com todos os atores agradecendo muito aos fãs brasileiros por todo o apoio, coisa que se repetiu ao longo da ocasião. Jensen Ackle começou sua fala com um “Bom dia” em português, o que levou alguns fãs presentes à loucura, e continuou sua fala:

“Tem uma razão para termos escolhido o Brasil para exibir o final dessa temporada. Certamente há um compromisso dos fãs, é perceptível e nós somos muito gratos por isso”

 

Completando a resposta de Jensen, Jack Quaid confirmou que as boas-vindas que receberam dos brasileiros foram as mais calorosas. Já Antony Starr, que já esteve em solos brasileiros em 2019 para a CCXP, comentou: “da última vez que viemos foi em 2019 d.C. (antes da Covid) e foi insano. Mas dessa vez temos o Jensen para jogá-lo aos leões (se referindo aos fãs e imprensa)”.

Há pouco mais de 3 anos no ar, o elenco se considera bastante unido. E isso refletiu em Claudia Doumit ao se unir a eles: “Eu estava morrendo de medo! Todo mundo faz um ótimo trabalho e eleva a série, então espero não ter estragado e ter feito um péssimo trabalho. A equipe me recebeu de braços abertos e ela me sinto muito feliz”. A atriz também compartilhou como foi bem-recebida pelo showrunner Eric Kripke “ele ficava falando há todo momento ‘eu estou tão empolgado pela Neuman’ (…) e não entendia a empolgação dele até termos o sétimo episódio da segunda temporada, e tudo fez sentido”. 

Assim como Claudia, até os outros atores que participam da produção há mais tempo se surpreenderam ao receber o roteiro da terceira temporada. Em certo momento, Antony Starr (Homelander), brincou: “Eu não fazia ideia de onde eu estava indo quando assinei o contrato da série, não sabia o que estava me aguardando, mas acabou sendo o melhor trabalho que eu já tive, sou muito sortudo”.

Eric Kripke e Antony Starr, que sentaram lado a lado, mostraram grande sinergia durante todo o evento e conversaram sobre como é a relação quando estão em cena. Antony Starr interpreta o personagem mais famoso da série: o super-herói Capitão Pátria (Homelander), que segundo ele é “infantil, fraco, vulnerável, mas que acaba sendo o homem mais forte do mundo”. Mas Capitão Pátria ganhou a internet pelas caras e bocas que faz durante toda a produção, ao longo das três temporadas. Quando questionado sobre as feições que faz, ele respondeu que apenas fica horas e horas na frente do espelho treinando e estudando. Eric aproveitou então para compartilhar um erro que cometeu com o ator:

“Eu cometi um erro uma vez em que eu estava  dirigindo Antony em um episódio e eu disse ‘isso ficou perfeito! Agora repita essa expressão (facial) de novo’ e ele (Antony) disse ‘bem, você a arruinou! Porque agora eu não consigo parar de pensar (sobre a expressão facial) invés de fazê-la. Então é como explicar uma piada, você estará arruinando”

Mas algo que pode passar despercebido do grande público, é que Kripke também tem proximidade com outro ator da série. Jensen Ackles ficou famoso pela série “Supernatural”, produção em que fez parte por 15 anos e em que conheceu Eric Kripke. Jensen entrou em “The Boys” já na terceira temporada e contou que quase não foi escalado “Tive que pedir à ele, porque estavam pensando em um ator mais velho para o papel”. E ao que tudo indica, a aceitação de Kripke ao pedido do velho amigo caiu no gosto do público, que adorou o personagem Soldier Boy, interpretado por Ackles.

Quem também tem boa relação no set é a dupla Jack Quaid (Hughie) e Karl Urban (Billy Butcher). Quaid confessou que contracenar com Urban é sempre sua parte favorita e que adora ver o amadurecimento da relação dos dois na telinha:

“É muito interessante ver como em cada temporada os personagens precisam renegociar quem eles são um para o outro. Na primeira temporada, Butcher é quase como uma figura paterna para o Hughie, ele tem todas as qualidades que o pai do próprio Hughie não tem. Na segunda temporada, eles estão quites, brigando mais de igual para igual. E nessa (terceira) temporada eles são amigos novamente, mas da maneira mais bagunçada possível. Começa com o Hughie sendo superior ao Butcher, o que é estranho para ele, e aí eles se unem. Eu amo como em cada episódio a relação deles se transformam e como os roteiristas trazem novas dimensões o tempo todo”.

Karen Fukuhara interpreta a única mulher no grupo dos meninos, a Kimiko. E ela também falou sobre como se aproximou de um parceiro de cena e como o desenvolvimento de Kimiko fez com que isso fosse possível: “Essa temporada é muito sobre a Kimiko se autodescobrindo. A primeira e segunda temporada foram muito mais sobre sobrevivência. Agora ela está tendo a oportunidade de descobrir a vida que ela quer ter”. Nesta terceira temporada, Kimiko deixa as lutas um pouco mais de lado e passa a ver a vida de uma maneira mais leve. Descobrindo seu amor pelos musicais, ela passa a dançar mais. E Karen revela que foram os ensaios que fortaleceram seu relacionamento em cena com Tomer Capon, que interpreta Frenchie. Para essas cenas, ela contou com treinadores de canto, dança e linguagem de sinais à disposição a qualquer momento.

Assim como ela, Noir (interpretado por Nathan Mitchell) também utiliza seu corpo para se expressar, já que ambos possuem poucas falas (até agora). Noir e Kimiko são personagens não verbais, ou seja, em grande parte da série, eles não falam. Quando perguntados sobre o desafio de usar apenas o corpo para se comunicar, Nathan responde que ele precisou de muito conhecimento corporal para poder transmitir suas emoções a partir de movimentos feitos de uma certa maneira.

E o que podemos esperar?

Eric Kripke confessa que não esperava que a série fosse fazer tanto sucesso! Ao contrário de “Supernatural”, “The Boys” foi feito para uma plataforma de streaming (Amazon Prime Video) e tem classificação de 18 anos, então ele conta que são produções bem diferentes e que foi questionado em vários momentos.

Mas conta que a grande diferença foi ter mais liberdade, já que em sua produção em “Supernatural”, ele passou 15 anos querendo muito poder falar palavrão e não podia. E ele acha que toda essa liberdade e a maneira como a série é conduzida que a transformou em um hit global: “É o melhor trabalho que eu poderia ter (…) E mesmo assim eu ainda não tenho Amazon Prime de graça”, completou rindo.

Para ele, o sucesso se dá também pelo fato de que super-heróis é uma metáfora usada há muito tempo para muita coisa:

você consegue embutir tudo em algum herói de alguma forma. Eu queria poder atribuir esse sucesso de alguma forma aos roteiristas, mas o conceito da série já traz esse equilíbrio entre o absurdo e algo tão sério“.

O fato é que “The Boys” já tem a quarta temporada confirmada e uma quinta e negociação. Além de ter um spin-off com ninguém mais ninguém menos que Marco Pigossi.