O artista HIPÓLYTO tem se destacado cada vez mais no cenário artístico brasileiro. Nascido no Rio de Janeiro, ele iniciou sua trajetória na arte ainda criança, aos seis anos, em um grupo de dança comandado por seu pai. Com o tempo, aprimorou suas habilidades no canto e, aos 11 anos, conheceu o teatro, de onde nunca mais se afastou. Agora, ele dá um grande passo na carreira ao integrar o elenco de dubladores de Mufasa: O Rei Leão, da Disney, dando voz a Taka (Scar), irmão do protagonista. O filme estreou nos cinemas brasileiros em 19 de dezembro.

Essa é a primeira experiência de HIPÓLYTO com dublagem falada e cantada, um desafio que ele abraçou com entusiasmo. Em Mufasa, seu personagem, Taka, é um herdeiro de linhagem real que embarca em uma jornada transformadora ao lado de Mufasa. A história se passa antes do nascimento de Simba, protagonista da franquia O Rei Leão.

Mas a dublagem é apenas uma das grandes novidades na carreira do artista. Ele também foi escalado para viver Fiyero no musical Wicked, um dos maiores sucessos da Broadway, que chega ao Brasil em 20 de março de 2025, no Teatro Renault. Seu personagem é um jovem príncipe que, inicialmente, se apresenta como superficial e arrogante, mas ao longo da trama passa por uma profunda transformação.

Confira a entrevista completa com HIPÓLYTO!

Você comentou, recentemente, que acredita que o artista precisa viver, que o que ele faz na vida contribui para sua própria arte. Como então viver intensamente sua arte na sociedade atual, em que muitos valores são confundidos e vivemos a era dos influenciadores e da disputa digital?

Acho que a resposta está na pergunta. Quando eu digo “viver”, é “viver”. Todo tipo de experiência que o artista adquirir, o fará ainda mais criativo e completo. Óbvio que com a moderação adequada e no limite que cada um suporta.

Em se tratando de personagens, você também comentou sobre o Fiyero, de Wicked, mostrar dois lados dele: um mais superficial e o outro mais profundo. Para interpretar um personagem como esse, o que é preciso para conseguir transmitir as emoções desejadas ao público? Como tem sido se aprofundar nele?

Na minha opinião é necessário que a personagem seja “abraçada”: o público precisa ver que ele é mais de verdade do que necessariamente um ator o interpretando. Dessa forma, o ator através das emoções convence que a trajetória da personagem (seja ela qual for) é real.

Como vão os ensaios para Wicked? Você tem se surpreendido com os encontros? Os fãs já estão ansiosos!

Os ensaios estão a todo vapor, A TODO VAPOR MESMO! Estamos muito alinhados já com poucas semanas e cada dia avançamos mais.

Falando sobre cinema nacional, veremos você em A Pecadora. Você falou sobre seu personagem, o Isaque, te dar a sensação de que agora você pode fazer qualquer coisa. Quais foram então os principais desafios em interpretar esse personagem e quais técnicas você usa, no seu dia a dia, para se desafiar e conseguir alcançar o ponto desejado nos personagens mais complexos?

O maior desafio foi interpretar alguém que não tinha nem 10% de semelhança com a minha pessoa. Eu literalmente emprestei a minha pessoa para fazer o Isaque. A técnica que eu mais uso para o meu trabalho de ator é a observação (sempre fiz isso). Eu analiso pessoas na rua, à minha volta, em filmes, peças… e vou montando como se em um trabalho de corte e colagem. Assim, eu vou criando o corpo, a voz, o olhar… e aplicando no meu corpo.

Falando em personagens complexos, qual personagem você deseja ainda interpretar um dia e por quê?

Tenho muita vontade de fazer um filme de ação: com luta, correria, acrobacias… e claro, algum filme de herói!

Vimos você dando um show na dublagem, como o Taka, em Mufasa. Como é trabalhar com dublagem no Brasil considerando os desafios e a rotina? E quais as principais dicas para quem deseja seguir esse mesmo caminho?

Os desafios nunca mudam, só se deslocam para outro lugar. No caso do Mufasa, meu desafio era convencer de que o Taka era simplesmente o Taka e não o Scar em que conhecemos.

Esse ano, veremos você nos palcos também no musical Juão, como protagonista. Quais as diferenças entre estudar e interpretar um personagem global, como o Fiyero, e um personagem 100% nacional, como o Juão? E o que podemos esperar dessa história nacional?

A diferença é que um já existe, já foi feito e espera-se que a expectativa seja ultrapassada. O outro sou eu quem batiza, eu dou os primeiros passos, os primeiros riscos, o primeiro olhar, a primeira sensação. Sou eu quem assina o primeiro nome. E isso é tão importante quanto um que já foi feito, só é um ponto de vista diferente.

Para finalizar, podemos esperar mais trabalhos para 2025, para além dos musicais e do filme?

Sim. Ainda bem! Mas são sigilosos no momento. Em breve saberemos!

Com tantos projetos em andamento, HIPÓLYTO se firma como um dos talentos mais versáteis da nova geração, transitando com maestria entre o teatro musical, a dublagem e o cinema. Fique de olho, porque 2025 promete ser um ano marcante na trajetória do artista!